A surpreendente notícia da morte de Zé Rodrix na sexta-feira passada coincidiu na minha vida com o fim da leitura do não menos surpreendente "A Cabana", de William P. Young.
"A Cabana" não sabe o quanto tem em comum com "A Casa no Campo" do Zé Rodrix. E, até onde sei, infelizmente o Zé Rodix nunca encontrou sua Cabana.
Se você já leu o livro vai entender o poder quase "profético" que há nestas palavras:
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais
Se você ainda não leu o livro, eu o recomendo com a força de quem imagina que sua opinião tem alguma valia.
Eu quero uma Casa no Campo. Uma Casa que seja como a Cabana, com meus verdadeiros amigos do peito. A sua Cabana ou sua Casa no Campo pode ser o seu quarto, pode ser a pausa que você dá ao seu dia agitado. Sua cabana é o local secreto em que o Divino encontra o Humano para uma comunhão completa e indescritível.
À família enlutada do Zé Rodrix deixo minhas orações para que Deus os console, encoraje e se revele. A Casa está à espera de cada um.


Eu juro que tentei. No início dei aquele gás e consegui postar quase uma vez por dia. De repente parece que o pique acaba, a vontade de mudar já não é tão grande em face dos resultados pouco percebidos e a gente é tentado, se não a parar, a ir diminuindo o ritmo. Diminui, diminui, di mi nui... até parar.
Quebrar o ritmo é o que estraga tudo. O lapso é o maior inimigo da disciplina. Já há quase 3 semanas que não posto nada!
Mas uma conversa aqui, um estímulo ali e a gente começa a se inspirar novamente. E sabe o quê? Tem disciplina que é que nem filho: você está todo dia ali com ele, mas não percebe que ele cresce. Até que pega as fotos de 3 meses atrás e se admira: "puxa, esse bichinho cresceu!".
As minhas pílulas diárias precisam voltar. Mas não é um "precisam" de obrigação. É um "precisam" de necessidade. Não aguento ficar sem escrever!
Se alguém vai ler... isso nem me preocupa. Porque isso aqui é a portinha escondida para a minha mente. Se alguém a descobrir e achar algo que faça diferença para si, fique à vontade.
Outros lapsos virão. Mas eu volto. Juro que sim.

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